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Saúde

Reposição de testosterona e infertilidade masculina

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Rodrigo Trivilato - Por Fred Danin

O urologista Rodrigo Trivilato alerta que a reposição de testosterona em homens, sem o acompanhamento médico devido, pode levar à infertilidade, ao suprimir a produção natural do hormônio, comprometendo a função dos testículos

 

O uso da testosterona virou febre, entre homens e mulheres. Os benefícios da reposição hormonal são conhecidos pela população, com destaque, ao ganho de massa muscular e de libido. O que muitos desconhecem é que embora a testosterona seja associada à virilidade, o excesso do hormônio no organismo, causa infertilidade. O Dr. Rodrigo Trivilato, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, esclarece um equívoco comum sobre a reposição de testosterona: “a reposição da testosterona pode resultar na infertilidade. Afinal, o corpo humano entende que não precisa mais produzi-la, comprometendo a função dos testículos e levando, a longo prazo, à atrofia testicular”, esclarece.

“Este problema é muito comum em homens que, sem necessidade fisiológica, fazem uso de testosterona para fins estéticos, já que o hormônio contribui significativamente para o ganho de massa muscular”, explica Trivilato. Segundo o médico, caso o paciente precise elevar a quantidade de testosterona no corpo e queira ter filhos, a indicação é a utilização de medicamentos que estimulem o organismo a produzir o hormônio, ao invés de fazer a reposição em si.

Trivilato alerta: “quanto mais tempo você usar a testosterona e quanto maior a dose, mais irreversível torna-se o quadro e o paciente fica estéril, pois fabricação da testosterona e dos espermatozoides são comprometidas”.

Dr. Rodrigo Alexandre Trivilato

Rodrigo Alexandre Trivilato é  membro do corpo médico da residência de Urologia no Hospital das Clínicas de Goiás e professor de Medicina na Universidade de Rio Verde – UNIRV. Com uma carreira sólida, ele atua como médico urologista no Hospital do Rim e no Hospital Mater Dei Premium, ambos em Goiânia, Goiás. Especializado em Urologia infantil e reconstrutora, cirurgia robótica e andrologia-plástica peniana, Dr. Trivilato possui mestrado pela Universidade de Limerique, na Irlanda, e pela Universidade Federal de Pernambuco.

Serviço:
Hospital do Rim:
 atende diversos convênios
Telefone: (62) 98333-5305 (WhatsApp)
Site: www.drrodrigotrivilato.com.br
Instagram: @drrodrigotrivilato

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Saúde

Junho roxo: entenda como o lipedema pode afetar o joelho

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Dr. Isaías Chaves - Divulgação

Predominantemente em mulheres, o depósito de gordura nos joelhos causado pelo lipedema pode gerar artrite, tendinites, lesões e dores nas articulações; Saiba como tratar

O lipedema é uma doença vascular crônica pouco conhecida que afeta principalmente mulheres, causando um acúmulo desproporcional de gordura, em especial nas extremidades inferiores do corpo. A doença já afeta cerca de 5 milhões de brasileiras, segundo o Instituto Lipedema Brasil.

O lipedema vai além de uma questão estética, que incomoda fisicamente quem possui, e chega a afetar a qualidade de vida dos pacientes por apresentar intensas dores,  principalmente nos joelhos. “Muitos pacientes têm a causa de suas dores atribuídas a tendinites ou lesões meniscais dos joelhos”, comenta o ortopedista e especialista em joelhos, Dr. Isaías Chaves.

Segundo o especialista, a origem do lipedema está relacionada a fatores genéticos, e as manifestações iniciais surgem frequentemente em fases de alterações hormonais. “A puberdade, gravidez e a menopausa contribuem para a desregulação das fibras nervosas sensoriais através de um mecanismo inflamatório, tendo os joelhos como um local comum de distribuição gordurosa. Por isso, as dores são tão comuns nessas regiões”, explica.

Esse depósito gorduroso pode proporcionar também alterações na maneira de caminhar do paciente, favorecendo ao surgimento de processo inflamatório nas articulações, como a artrite.

Para alívio das dores associadas ao lipedema, uma abordagem multidisciplinar é fundamental. “A fisioterapia é uma ação muito importante para tratar as dores, juntamente com terapias manuais, manipulação local, compressão adequada com roupas personalizadas, exercícios direcionados aos joelhos, e, quando necessário, drenagem linfática manual regular. Acompanhamento nutricional também é um grande aliado ao tratamento.”

O ortopedista também alerta para pacientes que perderam peso: “É importante prestar atenção em pacientes que eram obesos, mesmo após o emagrecimento. Por conta do lipedema, eles vão continuar a apresentar um volume de gordura localizada”. O diagnóstico correto é essencial para conduzir um tratamento adequado.

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Saúde

Dia Mundial Sem Tabaco: Maioria das doenças vasculares são provocadas pelo tabagismo

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Dia Mundial Sem Tabaco

Data é um alerta para o risco a saúde, que pode gerar internação, amputação e até a morte.

O Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado em 31 de maio, é uma oportunidade importante para destacar os riscos que o cigarro representa para a saúde. O consumo de tabaco é um dos principais fatores de risco evitáveis para diversas doenças, incluindo aquelas que afetam o sistema vascular.

A cirurgiã vascular e angiologista Dra. Cristienne Souza alerta para os perigos do uso desenfreado do cigarro e seu impacto na saúde vascular. “O cigarro tende a aumentar a viscosidade sanguínea, predispondo a tromboses, além de causar obstruções arteriais, isquemias e necroses” . A pessoa fumante pode sofrer alterações circulatórias graves, que podem levar à internação hospitalar, necessidade de cirurgia, amputação do membro acometido, e em casos mais graves, até à morte.

A especialista destaca os principais sintomas associados ao uso do tabaco:

  • Dores nas pernas (claudicação intermitente)

  • Coloração diferente nos pés

  • Lesões na pele, derivadas de úlceras e necroses

Esses sintomas são indicativos de problemas vasculares graves e podem estar relacionados ao uso de diversos tipos de tabaco, incluindo cigarro artesanal, eletrônico e narguilé.

Impacto do cigarro na saúde vascular

  1. Aterosclerose:

O cigarro é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose, uma condição caracterizada pelo acúmulo de placas nas paredes das artérias. Essas placas são compostas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias encontradas no sangue. Estudos mostram que os fumantes têm uma maior prevalência de aterosclerose, o que pode levar a eventos cardiovasculares como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) .

  1. Doença Arterial Periférica (DAP):

A DAP é uma condição na qual as artérias que fornecem sangue às extremidades do corpo, como pernas e braços, são estreitadas ou bloqueadas. O tabagismo é um fator de risco significativo para a DAP. De acordo com a American Heart Association, os fumantes têm até quatro vezes mais chances de desenvolver DAP em comparação com os não fumantes.

  1. Aneurisma da Aorta Abdominal:

Fumar também está associado a um risco aumentado de aneurisma da aorta abdominal (AAA), uma dilatação anormal da principal artéria do corpo. O risco de AAA é significativamente maior em fumantes do que em não fumantes, e a cessação do tabagismo é uma das principais recomendações para a prevenção dessa condição .

  1. Disfunção Endotelial:

O endotélio é uma camada de células que reveste os vasos sanguíneos e é crucial para a manutenção da saúde vascular. O cigarro danifica o endotélio, resultando em disfunção endotelial, que é um passo inicial no desenvolvimento de aterosclerose e/ou trombose .

  1. Trombose:

Fumar aumenta a agregação plaquetária e a coagulação sanguínea, fatores que podem levar à trombose. Estudos demonstram que fumantes têm um risco elevado de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar. O tabagismo prejudica a função endotelial, levando à vasoconstrição, inflamação e formação de trombos.

  1. Hipertensão:

A nicotina no cigarro causa um aumento imediato da pressão arterial e da frequência cardíaca, sobrecarregando o sistema cardiovascular. A longo prazo, o tabagismo crônico contribui para a hipertensão, um fator de risco primário para doenças cardíacas e AVCs. Estudos mostram que o risco de hipertensão é significativamente maior em fumantes, e a cessação do tabagismo pode ajudar a reduzir a pressão arterial e o risco de doenças associadas .

Uma vida sem cigarro

A cessação do tabagismo traz benefícios quase imediatos e de longo prazo para a saúde vascular. Dentro de semanas após parar de fumar, a pressão arterial e a frequência cardíaca diminui, melhorando a função endotelial. A longo prazo, o risco de desenvolver doenças vasculares, como aterosclerose e DAP, reduz significativamente.

O cigarro tem um impacto devastador na saúde vascular, contribuindo para uma série de condições graves e potencialmente fatais. No Dia Mundial Sem Tabaco, é essencial conscientizar a população sobre esses riscos e incentivar a cessação do tabagismo como uma medida crucial para a prevenção de doenças vasculares.

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Saúde

Avaliação neuropsicológica infantil: entenda o que é e quando ela é necessária

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Divulgação - Freepik

Especialista explica o que ela pode diagnosticar nas crianças. Camila Ferrari fala ainda sobre os prejuízos em não realizar o teste caso haja indicação.
 

Você já ouviu falar da avaliação neuropsicológica? Ela funciona como um mapeamento que investiga o desenvolvimento da criança. De acordo com Camila Ferrari, neuropsicóloga, esse tipo de teste visa apurar as funções cognitivas, aspectos emocionais, comportamentais, de aprendizagem e personalidade, sem perder de vista o contexto em que a criança está inserida. “Para isso, é necessário entender a rotina, a dinâmica familiar, os estilos parentais e todos os outros cenários de desenvolvimento onde os pequenos frequentam rotineiramente, a escola, por exemplo”, destaca.

Conforme Ferrari, que também é especialista em neurociência aplicada à educação, essa avaliação é muito importante e deve ser feita ainda na infância para ajudar a detectar alterações no neurodesenvolvimento de forma precoce, além de orientar as intervenções terapêuticas e apoiar a conduta de outros profissionais da saúde. “Costumo dizer que “tempo é cérebro”, ou seja, se demoramos a iniciar a estimulação, perdemos oportunidades de aproveitar aquele período no qual o cérebro é mais suscetível a determinada influência positiva externa”, pontua.

Mas quando essa avaliação é indicada? Segundo a profissional, são muitos os casos. Ela cita os principais:

 

a) Criança com fator de risco conhecido para o desenvolvimento, como por exemplo, as prematuras e aquelas que têm histórico na família de alterações do desenvolvimento cujas mães tiveram intercorrências significativas na gestação.

b) Crianças com lesão cerebral adquirida, ou seja, aquelas que tiveram traumatismo crânio encefálico, tumores cerebrais ou acidente vascular cerebral, por serem condições que têm alta possibilidade de trazerem danos cerebrais.

c) Crianças que estão evoluindo com desenvolvimento diferente do esperado, para mais ou para menos, considerando os marcos da idade.

D) Quando queremos comparar a criança com ela mesma, visando entender sua curva de aprendizagem e a presença de comorbidades.

E) Estabelecer diagnóstico diferencial entre uma síndrome psicológica e uma síndrome neurológica.

F) Monitorar a recuperação cognitiva ou evolução de uma desordem neurológica.

G) Orientar os familiares sobre a melhor forma de ajudar a criança.
Camila destaca também que em qualquer uma dessas possibilidades, uma avaliação do desenvolvimento já é indicada para bebês menores de três anos e a avaliação neuropsicológica proposta para crianças a partir dessa idade. “A ideia é que, ao longo do desenvolvimento dessa criança, ela seja avaliada e reavaliada algumas vezes, visando compreender sua curva de aprendizagem, orientar a família, a escola e a equipe interdisciplinar”, ressalta a especialista.

Próximos passos

De acordo com Camila Ferrari, para estabelecer os próximos passos é preciso compreender: em que ponto a criança precisa chegar, como e em quanto tempo. “Uma boa avaliação neuropsicológica deve ajudar a família a entender quais os pontos fortes e aqueles que precisam ser melhorados em seu filho, bem como nortear as intervenções que visam diminuir a lacuna de desenvolvimento evidenciada”, pondera. “Considero ser, por isso, um apoio fundamental para um trabalho consistente em equipe interdisciplinar contando, por exemplo, de terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagoga, psicóloga e nutricionista ”, conclui a especialista da Neurodesenvolvendo.

Sobre a clínica

Psicóloga com mais de 17 anos de formação, Camila Ferrari atuou por 12 anos na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, até que em 2017, buscando qualidade de vida e mais tempo com a família, ela decidiu abrir a Neurodesenvolvendo, uma clínica especializada em atendimento infantil. Hoje, ela também é neuropsicóloga, com especialização em neurociência aplicada à educação.
Na clínica, Camila Ferrari conta com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogas, nutricionistas, psicopedagogas, terapeutas operacionais, fonoaudiólogas, fisioterapeuta e ainda, pediatra. A Neurodesenvolvendo fica no Setor de Rádio e TV Sul, Quadra 701, Bloco O, Multiempresarial, salas 807-812. A entrada é pelo Bloco A.

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