
Roda de samba nascida na Vila Planalto registra ao vivo mais de quatro anos de história no Complexo Em Casa, no Parque da Cidade.
O Samba da Tia Zélia se prepara para transformar mais de quatro anos de rodas de samba em registro audiovisual. O coletivo brasiliense grava seu primeiro projeto do tipo neste sábado (26), a partir das 17h, no Complexo Em Casa, no Parque da Cidade.
Batizado de “Audiovisual STZ – O Primeiro”, o projeto reúne a roda do grupo, repertório autoral e clássicos do samba, além de show de Breno Alves e Banda e discotecagem do DJ Umiranda. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.
Da Vila Planalto para o audiovisual
O Samba da Tia Zélia nasceu em maio de 2022, na Vila Planalto, a partir da iniciativa da publicitária Melissa Silva e do jornalista Marcelo Ribeiro.
O que começou de maneira espontânea se transformou em uma roda com mais de 100 edições, criando uma identidade própria na cena do samba de Brasília.
Agora, o grupo registra ao vivo parte dessa trajetória, em uma apresentação que também representa uma nova etapa para o coletivo.
O repertório do audiovisual combina grandes clássicos do samba de raiz, músicas autorais já conhecidas pelo público e canções inéditas, que serão registradas durante a gravação.
Breno Alves e DJ Umiranda completam a programação
Além da roda comandada pelo Samba da Tia Zélia, o evento terá Breno Alves e Banda e o DJ Umiranda.
A escolha dos convidados também dialoga com o intercâmbio que o coletivo vem construindo com diferentes cenas do samba brasileiro.
O STZ já recebeu em Brasília nomes ligados ao samba do Rio de Janeiro e da Bahia. Entre os artistas que passaram pela roda estão Grupo Arruda, Nego Álvaro, Inácio Rios, Mosquito, Marcelle Motta, Marina Íris e Mestre Nelson Rufino.
O grupo também já levou sua roda para espaços tradicionais do samba carioca, ampliando a circulação da produção brasiliense para além do Distrito Federal.
Um audiovisual com a cara do Samba da Tia Zélia
A gravação foi pensada para preservar não apenas as músicas, mas também a identidade visual e o ambiente construído pelo coletivo ao longo dos anos.
A cenografia é assinada por Babi Pina e utiliza elementos artesanais dentro do conceito de “feito à mão”, buscando criar uma experiência imersiva para quem estiver no Complexo Em Casa.
A proposta é que a cenografia esteja presente desde a entrada até a área próxima ao palco, criando um ambiente integrado à gravação.
Acolhimento e diversidade fazem parte da identidade do grupo
O Samba da Tia Zélia também mantém como parte de sua identidade a defesa de um ambiente de acolhimento e respeito.
Na cenografia da entrada, bandeirões apresentam os posicionamentos do coletivo contra racismo, machismo, misoginia, LGBTfobia, capacitismo, etarismo, xenofobia, gordofobia e intolerância religiosa.
A proposta é que esses valores estejam presentes não apenas no discurso, mas também na experiência de quem participa das rodas e dos eventos do grupo.
Gravação marca uma nova fase do coletivo
Para integrantes do Samba da Tia Zélia, o audiovisual representa uma espécie de virada na trajetória iniciada na Vila Planalto.
A gravação transforma em registro permanente uma caminhada que passou por diferentes espaços, encontros e parcerias ao longo de mais de quatro anos.
A ideia também é que o primeiro audiovisual seja o começo de uma nova fase, com possibilidade de levar o projeto para outras cidades e ampliar as conexões com artistas de diferentes regiões do país.
Audiovisual STZ: serviço
| Serviço | Informação |
|---|---|
| Evento | Audiovisual STZ – O Primeiro |
| Data | Sábado, 26 de setembro de 2026 |
| Horário | A partir das 17h |
| Local | Complexo Em Casa |
| Endereço | Parque da Cidade – Estacionamento 10, Ilha da Lagoa dos Patos |
| Atrações | Samba da Tia Zélia, Breno Alves e Banda e DJ Umiranda |
| Ingressos | Sympla |
| Classificação | Livre |
O evento está marcado para começar às 17h do sábado (26) e seguir pela noite. Na plataforma Sympla, a programação aparece com encerramento previsto para a madrugada de domingo.
O Audiovisual STZ – O Primeiro transforma em registro a trajetória de uma roda que nasceu na Vila Planalto e passou a ocupar diferentes espaços da cena do samba de Brasília e de outras cidades.
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