Espetáculo “Faz escuro, mas eu vejo” estreia com sessões abertas ao público no DF

Por Cadê Brasília ✔
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Festival de Cultura Inclusiva Brasília – Divulgação

Resultado de oficinas coletivas do Instituto Entre Nós, a peça “Faz escuro, mas eu vejo” se apresenta no Espaço Cultural Renato Russo com entrada franca.

Se você acompanha de perto a programação em Brasília e busca uma experiência artística profunda, emocionante e transformadora, anote este compromisso na agenda. No dia 29 de julho, o icônico Espaço Cultural Renato Russo, localizado na 508 Sul, será o palco de abertura do 4º Festival de Cultura Inclusiva Brasília. O grande destaque desta edição é a estreia do espetáculo “Faz escuro, mas eu vejo”, uma montagem teatral inteiramente gratuita e construída de forma coletiva por artistas com e sem deficiência. A iniciativa promete movimentar o cenário cultural do quadradinho, atraindo moradores locais e turistas dispostos a prestigiar a verdadeira potência da arte acessível.

O Impacto do Festival de Cultura Inclusiva Brasília na Cena Local

Os eventos em Brasília têm se tornado cada vez mais atentos às demandas de acessibilidade, mas este projeto dá um passo além ao transformar a diversidade no próprio motor da criação artística. Realizado pelo renomado Instituto Entre Nós, em uma sólida parceria com a Associação Mãe em Movimento (AMEM/DF), o festival consagra-se como um divisor de águas na política de ocupação de espaços públicos por minorias sociais.


A peça “Faz escuro, mas eu vejo” não nasceu pronta de um texto isolado. Ela é a consagração e o resultado prático de intensas oficinas de teatro, preparação de atores, cenografia e figurino que movimentaram o Distrito Federal nos últimos meses.

Ao unir pessoas com diferentes vivências físicas, cognitivas e sociais, o projeto quebra estigmas históricos. O palco da Sala Multiuso Tullio Guimarães deixa de ser apenas um local de contemplação e passa a ser uma plataforma de direitos, autonomia e visibilidade para a comunidade neurodivergente e PcD (Pessoas com Deficiência) da capital federal.

"A peça convida o público a refletir sobre inclusão, respeito e o direito de todas as pessoas ocuparem as salas de espetáculo e os espaços culturais de forma plena."
— Lurdinha Danezy, idealizadora do festival.

Realidade Inspiradora: Conheça o Enredo de “Faz escuro, mas eu vejo”

Quem busca o que fazer em Brasília hoje voltado para o enriquecimento humanitário vai encontrar na sinopse deste espetáculo um prato cheio. Escrita a quatro mãos por Lurdinha Danezy e Anna Moura, a narrativa do texto é inteiramente costurada a partir de relatos reais.

As autoras inspiraram-se diretamente nas dores, delícias, desafios e vitórias cotidianas enfrentadas por pessoas com deficiência nos mais variados contextos da sociedade brasileira — desde as barreiras arquitetônicas nas calçadas até os preconceitos velados no mercado de trabalho e no convívio social.

A direção geral da montagem é assinada por Bruno Coeoli, profissional que também esteve à frente da condução pedagógica das oficinas teatrais do festival. Sob o seu olhar atento, o elenco entrega uma performance sensível e dinâmica, intercalando momentos de profunda carga dramática com passagens poéticas que injetam leveza e esperança na narrativa.

Sessões adaptadas para estudantes e comunidade em geral

Visando a formação de novas plateias e o diálogo com as futuras gerações, a apresentação do dia 29 de julho foi dividida estrategicamente em dois momentos distintos:

  • 15h (Primeira sessão): Destinada prioritariamente a turmas de estudantes de escolas públicas do Distrito Federal, promovendo um debate rico sobre cidadania logo após as cortinas se fecharem.
  • 19h (Segunda sessão): Totalmente aberta ao público em geral, ideal para famílias, trabalhadores e entusiastas do teatro que desejam encerrar a noite com cultura de alto nível.

A Programação Não Para: Exposição “Para além do palco” em Agosto

A experiência do Festival de Cultura Inclusiva Brasília não termina com os aplausos finais da peça de teatro. Para quem deseja compreender os bastidores desse caldeirão de inclusão criativa, o projeto estende sua programação oficial para o mês de agosto com uma exposição imperdível.

Intitulada “Para além do palco”, a mostra artística ocupará as dependências do Espaço Cultural Renato Russo entre os dias 4 e 7 de agosto. A abertura oficial acontece na terça-feira (04/08), às 19h.

A exposição reunirá todo o rico acervo material concebido ao longo do projeto. Os visitantes poderão ver de perto os figurinos inclusivos criados sob medida, os objetos cenográficos confeccionados nas oficinas e uma detalhada linha do tempo fotográfica e audiovisual que documentou a evolução de cada participante desde o primeiro dia de ensaio.

Ademais, os dias 5 e 7 de agosto guardarão outras surpresas, com pequenas intervenções e apresentações artísticas surpresas que vão coroar o encerramento definitivo desta quarta e vitoriosa edição do projeto.

Serviço

Apresentação do Espetáculo “Faz escuro, mas eu vejo” – 4º Festival de Cultura Inclusiva do DF

  • Data: 29 de julho de 2026 (Quarta-feira)
  • Horários: 15h (Sessão para escolas e comunidade) e 19h (Sessão geral)
  • Local: Sala Multiuso Tullio Guimarães – Espaço Cultural Renato Russo
  • Endereço: CRS 508 Bloco A – Asa Sul, Brasília – DF
  • Entrada: Totalmente Gratuita (retirada de ingressos diretamente na bilheteria antes do início do evento)
  • Classificação indicativa: Livre
  • Continuação do evento: Exposição “Para além do palco” de 4 a 7 de agosto, com abertura às 19h do dia 4.

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