
Levantamento da Serasa com o Mapa dos Festivais aponta que 33% dos frequentadores já se endividaram para curtir eventos musicais; alimentação e bebidas pesam mais que os ingressos.
Ir a um show do artista favorito ou aproveitar um festival de música pode custar mais do que o esperado. Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Mapa dos Festivais e o Instituto Opinion Box revela que 33% dos frequentadores de eventos musicais no Brasil já contraíram dívidas para participar de shows e festivais.
O levantamento, realizado em agosto de 2026 com 930 pessoas, também mostra que 33% já recorreram à reserva de emergência para bancar esses programas, enquanto 14% deixaram de pagar uma conta básica para conseguir participar de um evento.
Os dados acendem um alerta para quem gosta de acompanhar shows, festivais e grandes apresentações, inclusive em Brasília, onde a agenda cultural reúne atrações nacionais e eventos ao longo de todo o ano.
Alimentação e bebidas pesam mais que o ingresso
Um dos principais resultados da pesquisa é que o ingresso nem sempre representa a maior despesa de quem vai a um evento musical.
Quando questionados sobre os gastos que mais pesam no orçamento, os entrevistados apontaram:
- 32%: alimentação e bebidas;
- 29%: ingressos;
- 18%: hospedagem;
- 13%: transporte.
Os números mostram que o custo de uma experiência musical vai muito além do valor pago para entrar no evento.
Em Brasília, por exemplo, quem vai a um show na Arena BRB Mané Garrincha ou a um festival em outra região do DF precisa considerar também o deslocamento, a alimentação e possíveis gastos adicionais durante a programação.
Compras por impulso, produtos vendidos no local, bebidas extras e tarifas elevadas de transporte por aplicativo também podem aumentar a conta final.
Mais da metade gastou acima de R$ 600 no último evento
O levantamento também dimensionou quanto os fãs desembolsam para participar de shows e festivais.
Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados gastaram mais de R$ 600 no último evento musical. Além disso, 33% afirmaram ter desembolsado mais de R$ 1 mil.
Os valores reforçam a importância de considerar todos os custos antes de comprar um ingresso, principalmente quando o evento envolve viagem, hospedagem ou despesas adicionais.
Para quem acompanha a agenda de shows no DF, colocar no papel o custo total pode ajudar a decidir entre diferentes eventos e evitar que a diversão comprometa as contas do mês.
83% dos fãs dizem se planejar financeiramente
Apesar do impacto no orçamento, a maioria dos entrevistados afirma tomar alguma iniciativa para organizar os gastos.
A pesquisa aponta que 83% dos frequentadores se planejam financeiramente para participar de eventos musicais. Entre eles, 45% começam a se organizar de um a três meses antes do show.
Mesmo assim, o planejamento nem sempre contempla todas as despesas.
Segundo Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, quando o consumidor considera apenas o ingresso, acaba deixando de contabilizar uma parte importante do custo real da experiência.
A recomendação é incluir no orçamento o transporte, a alimentação, a hospedagem, quando necessária, e outros gastos previstos para o dia do evento.
Parcelamento pode prolongar a conta depois do show
O impacto financeiro nem sempre termina quando as luzes do palco se apagam.
De acordo com o levantamento, 39% dos participantes já se arrependeram de algum gasto relacionado a shows e festivais. Entre os motivos apontados estão a experiência abaixo das expectativas, mencionada por 40%, e o gasto acima do planejado, citado por 27%.
A possibilidade de parcelar compras pode facilitar o pagamento, mas também prolonga o compromisso financeiro após o evento.
Por isso, antes de confirmar a compra, vale avaliar se as parcelas cabem no orçamento dos meses seguintes. Se a despesa exigir deixar uma conta básica atrasada ou usar a reserva de emergência, é importante reconsiderar o gasto.
Como economizar para ir a shows em Brasília
Quem não quer perder os próximos shows no DF pode adotar algumas medidas simples para organizar as despesas:
- Defina um limite de gastos: estabeleça quanto pode gastar com ingresso, transporte, alimentação e bebidas.
- Calcule o custo total: não considere apenas o valor anunciado na bilheteria ou na plataforma de vendas.
- Planeje o transporte: compare alternativas e considere o horário de saída e retorno.
- Evite compras por impulso: estabeleça um limite para produtos, bebidas e outros extras.
- Tenha cuidado com o parcelamento: verifique se as prestações cabem no orçamento futuro.
- Preserve a reserva de emergência: evite usar dinheiro destinado a imprevistos para financiar o lazer.
A Serasa também disponibiliza uma planilha gratuita para ajudar a organizar o orçamento de shows e festivais. O material pode ser acessado no site da Serasa.
Como a pesquisa foi realizada?
O levantamento foi realizado pelo Instituto Opinion Box entre 7 e 17 de agosto de 2026, a pedido da Serasa em parceria com o Mapa dos Festivais.
Ao todo, foram entrevistadas 930 pessoas que frequentam shows e festivais de música, mesmo que ocasionalmente. A margem de erro geral informada é de 3,2 pontos percentuais.
Os resultados representam as respostas dos participantes da pesquisa e não significam que todos os fãs de música tenham o mesmo comportamento financeiro.
Serviço: planilha para organizar gastos com shows
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Material | Planilha de organização financeira para shows e festivais |
| Custo | Gratuito |
| Disponibilização | Serasa |
| Acesso | Consultar e baixar a planilha |
Acompanhe a agenda cultural do DF
Brasília recebe shows, festivais e apresentações ao longo de todo o ano. Para aproveitar a programação sem perder o controle das despesas, vale pesquisar os preços com antecedência e planejar os custos além do ingresso.
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