
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de um lote específico de água mineral da marca Crystal. O motivo é a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais.
O Distrito Federal foi a unidade da Federação mais afetada pela distribuição do produto. Das 374.400 garrafas que compõem o lote, 230.443 foram enviadas para o DF — o que representa mais de 60% do total.
Como o caso foi descoberto no DF?
A contaminação foi descoberta em solo brasiliense. Uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa-DF) encontrou os indícios da bactéria. A confirmação veio após análise laboratorial conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF).
Além do Distrito Federal, outros estados receberam garrafas do mesmo lote:
- Goiás: 66.768 unidades
- São Paulo (interior): 75.750 unidades
- Tocantins: 1.439 unidades
Qual é o lote de água Crystal com bactéria?
O recolhimento envolve garrafas de 500 mililitros fabricadas pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia (GO), empresa que integra o Sistema Coca-Cola (detentora da marca Crystal).
Confira os dados impressos no rótulo para identificar o produto:
- Lote: LZ1 VAL200127 3 P 200126
- Data de fabricação: 20 de janeiro de 2026
- Data de validade: 20 de janeiro de 2027
Atenção: De acordo com a Anvisa, as investigações apontam que o problema está restrito estritamente a este lote específico.
O que fazer se você comprou a água desse lote?
Se você mora no DF ou no Entorno e tem garrafas de água Crystal em casa, a orientação da Anvisa é clara:
- Não consuma o produto.
- Verifique o rótulo para confirmar se o lote coincide com o interditado (LZ1 VAL200127).
- Guarde o produto e aguarde as instruções da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso.
Até o momento, a fabricante informou à Anvisa que iniciou o recolhimento junto aos distribuidores e estima que 99,2% das unidades já foram retiradas dos pontos de venda. Não há registros oficiais de reclamações de consumidores nos canais de atendimento da empresa.
A Mineração Bom Jesus Ltda. informou que abriu uma investigação interna e está colaborando com as autoridades sanitárias. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial da assessoria da Coca-Cola sobre as diretrizes de reembolso ao consumidor.
